Anticoncepcionais Hormonais Orais (PÃlulas)
Sexualidade, Saúde - Publicado em 21 de Novembro, 2007
Os métodos contraceptivos hormonais ou anticoncepcionais impedem a ovulação, evitando assim, a gravidez. As pÃlulas anticoncepcionais são comprimidos feitos com substâncias quÃmicas semelhantes aos hormônios encontrados no corpo da mulher. Foram criadas no final da década de 60, revolucionando os métodos de contracepção, tornando-se cada vez mais seguros. Desde então, tem sido um dos métodos contraceptivos mais utilizados em todo o mundo. É o método anticoncepcional preferido entre as mulheres jovens, isso se deve ao fato de que as pÃlulas são consideradas um método reversÃvel muito eficaz e o mais efetivo dos métodos reversÃveis dentre as medidas medicamentosas. Se usada corretamente, sua eficácia é de 99,1% a 99.7%.
Os anticoncepcionais orais podem ser combinados (estrógeno + progestágenos), ou constituÃdos apenas de progestágeno (minipÃlula).
A pÃlula tem sido continuamente melhorada. A indústria farmacêutica vem trabalhando no sentido de criar pÃlulas anticoncepcionais com dosagens hormonais cada vez mais baixas, mas sem diminuir sua eficácia. É importante saber que tipo de pÃlula é melhor indicada para você. Por isso, não tome a mesma pÃlula que sua amiga toma e muito menos, compre sem receita médica.
Além de servir como método contraceptivo, a pÃlula também pode ajudar a regular o ciclo menstrual; reduzir o fluxo; diminuir as cólicas e a TPM; diminuir a possibilidade de uma anemia devido a uma menor quantidade de sangramento; ajuda no fortalecimento dos ossos; reduz a incidência de câncer no útero e de ovários e reduz a incidência de doenças benignas da mama. É também prescrita no tratamento de cistos ovarianos.
Os efeitos colaterais mais comuns são: náuseas, vômitos, cefaléias, retenção de lÃquido, mudanças de humor, alteração de peso e manchas na pele. Outros efeitos secundários podem surgir, como por exemplo, complicações vasculares; hipertensão arterial (pressão alta); amenorréia pós-medicação (0,2-0,8% das mulheres que usam pÃlulas anticoncepcionais apresentam amenorréia de mais de 6 meses de duração depois de suspender o uso) e hemorragia intermenstrual.
Além dos efeitos colaterais, as pÃlulas também apresentam algumas desvantagens. O risco de esquecimento principalmente no começo é quase inevitável; o uso de antibióticos pode influenciar na eficácia da pÃlula e a contaminação por DST (doenças sexualmente transmissÃveis) pode ocorrer, devido ao abandono do uso de camisinha.
Não é recomendável para mulheres fumantes com mais de 35 anos, para quem tem diabetes grave, para quem está amamentando, para pessoas com pressão alta e outras doenças cardÃacas como varizes.
Se você for tomar a pÃlula pela primeira vez, você deve começar no primeiro dia da menstruação (primeiro dia do ciclo) e tomar durante os 21 dias (ou 22 dias) até o dia da pausa, perÃodo de 7 dias. Neste perÃodo você terá sua menstruação. Imediatamente após o 7º dia da pausa (isto é, 8º dia do ciclo) comece a tomar a próxima cartela mesmo se a sua menstruação não tenha acabado.
A pÃlula deve ser tomada todos os dias na mesma hora. Se houver esquecimento, você poderá tomá-la até 12 horas após o horário que você toma normalmente. Passado esse tempo, é aconselhável usar um outro método anticoncepcional associado, pois a eficácia da pÃlula poderá ficar prejudicada.
É importante a mulher saber que no inÃcio do seu uso, nas primeiras duas ou três cartelas, poderá ter um sangramento menstrual um pouco mais duradouro ou ter um sangramento intermenstrual. Isso ocorre devido a uma adaptação do organismo, mas desaparece com o tempo.
Quanto à pausa do uso de pÃlulas (descanso) após uso prolongado, hoje já se sabe que não é necessário. O ‘descanso’ era recomendado para as pÃlulas antigas, que tinham doses de hormônios muito mais altas do que as pÃlulas atuais. Hoje, a interrupção da pÃlula é que pode provocar mais desconforto, como um pequeno atraso menstrual no primeiro mês e a necessidade do uso de outros métodos anticoncepcionais durante a interrupção.
Evidentemente, se a mulher apresentar problemas decorrentes do uso da pÃlula, esta deve ser trocada, ou mesmo substituÃda por outro método anticoncepcional. Entretanto, o uso da pÃlula, assim como sua interrupção, deve ser indicada pelo médico ginecologista.
Fonte: www.acontececg.com.br
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