Infarto é maior em mulheres do que em homens
Saúde - Publicado em 24 de June, 2007
Quais são os fatores que contribuem para o aumento do risco de doença cardíaca nas mulheres?
A probabilidade de uma mulher morrer no primeiro infarto é maior que a do homem. A chance da mulher não suportar é de 50%, enquanto que para os homens os índices não ultrapassam os 30%.
A associação do tabagismo com anticoncepcionais, essa mistura pode aumentar em 20 vezes o risco de infarto do Miocárdio e é a principal causa de morte entre as mulheres.
Homens e mulheres disputam lado a lado o mercado de trabalho. Apesar das diferenças biológicas, o termo “sexo frágil” ficou no passado e hoje vemos grandes cargos empresariais serem ocupados por mulheres de todas as idades.
As mulheres têm uma chance maior de morte cardíaca após o diagnóstico de algum problema no coração?
O que não se sabia é que as mulheres, apesar de trabalharem tanto quanto os homens e terem problemas cardíacos em idade mais avançada, têm uma chance muito maior de morte cardíaca após o diagnóstico de algum problema no coração.
De fato, a probabilidade de morte no primeiro infarto de uma mulher é maior que a do homem. A chance dela morrer é de 50%, enquanto que para eles é de 30%. Além disso, após um ano de acompanhamento das pessoas que conseguiram sobreviver, as mulheres que não sobrevivem nesta fase é significativamente maior do que os homens.
Os índices ficam em 38% contra 25%. Hoje em dia, a relação entre homens e mulheres que morrem por doença coronária é de 2,45 para 1, mas na década de 70 esta relação era de 10 para 1. O problema se agrava quando menos da metade das mulheres se diz orientada sobre o risco de adquirir doenças cardíacas, segundo os dados da “American Heart Association”.
É verdade que até os 50 anos a incidência de infarto no ano é cinco vezes maior nos homens, mas estes números mudam violentamente na quinta e sexta década de vida, quando a mulher perde a proteção do estrogênio natural.
Que fatores contribuem para o aumento do risco de doença cardíaca nas mulheres?
Existem outros fatores que contribuem para o aumento do risco de doença cardíaca nas mulheres, como exemplo, o tabagismo associado a anticoncepcionais, pode aumentar em 20 vezes o risco de infarto do miocárdio, que é a principal causa de morte nas mulheres.
Outro detalhe importante é que as mulheres são mais acometidas do que se chama “equivalente isquêmico”. Este termo é utilizado pelos médicos para os sintomas que as pessoas manifestam e não se parecem com doenças do coração, mas são.
É possível uma pessoa apresentar sintomas como falta de ar ou dor na mandíbula e ser um infarto. Outras pessoas podem nem manifestar sintomas e mesmo assim serem vitimas deste problema. Desta forma é bom fazer rotineiramente um check-up e minimizar os riscos destes terríveis problemas
Dr. Edmar Santos
Cardiologista da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Mestre em Medicina Interna e Terapêutica pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
Fonte: www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=240
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