Gravidez na Adolescência: Toda Informação é Necessária
Pais e Filhos - Publicado em 4 de Junho, 2007
A cada ano o número de adolescentes que engravidam tem aumentado; esta é uma caracterÃstica de vários paÃses, e aà se inclui o Brasil. As causas são o inÃcio cada vez mais precoce da atividade sexual e a menarca, que também tem ocorrido mais cedo na vida das jovens.
Mais do que a falta de informação, o medo de assumir a vida sexual e a falta de espaço para discussão de valores no seio de suas famÃlias levam as adolescentes a se engravidar. Perdidas entre o “não pode” dos pais e o “faça” autoritário que impera na mÃdia, as adolescentes raramente conseguem alguém para ouvir seus conflitos e medos.
Muitas de nossas adolescentes conhecem os métodos anticoncepcionais disponÃveis. O estranho é que, assim como as desinformadas, elas engravidam quase que com a mesma facilidade. A informação, nesse caso, é necessária, mas não é suficiente.
Adolescentes: uma época muito especial
“Ser adolescente é pertencer a uma raça muito especial” já dizia Ana Freud em meados do século. É normal para o adolescente se comportar de maneira inconsciente e não previsÃvel. Lutar contra seus impulsos e aceitá-los, amar seus pais e odiá-los, ter vergonha de reconhecê-los perante outros e querer conversar com eles.
Identificar-se e imitar os outros enquanto procura identidade própria. O adolescente é idealista, artÃstico, generoso, pouco egoÃsta e também exatamente o oposto: egoÃsta, calculista e autoconcentrado.
Muito mais do que a falta de informação, a gravidez na adolescência está ligada à s caracterÃsticas próprias dessa fase da vida. A onipotência do “comigo não acontece”, a impetuosidade do “se der errado, depois agente vê”, a busca de identidade no “se eles acham que isso é certo, eu faço o contrário”, a energia de “vamos ver o sol nascer depois a gente vai direto para aula”…Junte a estas atitudes o pouco ou nenhum diálogo com a famÃlia, além da angústia do conflito entre o desejo e as conseqüências, para que a gravidez aconteça. Depois o argumento mais ouvido é: “não pensei que fosse engravidar”.
PaÃses como o México e Suécia colocaram a pÃlula anticoncepcional à disposição das jovens em postos de saúde e incluÃram explicações sobre métodos anticoncepcionais nos currÃculos escolares. Quase não obtiveram resultado algum. Quando pesquisadas as jovens mexicanas disseram que queriam ser mães para serem mais respeitadas. As suecas disseram que o filho dava significado a uma vida solitária e sem expectativas.
Métodos Anticoncepcionais
Cada método tem suas vantagens e desvantagens. A pÃlula é o mais eficaz dos contraceptivos, mas seu uso deve ser acompanhado por um ginecologista. O preservativo (camisinha) é mais barato, mas não é garantido: pode romper-se no momento da relação. A maior vantagem é que a camisinha protege contra doenças sexualmente transmissÃveis, como Aids.
O DIU (Dispositivo Intra-Uterino) é o dispositivo mais eficaz, depois da pÃlula, mas alguns médicos não o recomendam para mulheres que nunca tiveram filhos. O diafragma é seguro, se usado corretamente, e vem acompanhado de um gel espermicida que funciona como lubrificante. Por fim, existe a tabelinha, um método natural mas cheio de falhas, principalmente se a garota tiver um ciclo menstrual irregular. Neste caso, recomenda-se o uso conjugado com outro método como a camisinha.
O Parto
Apesar de que no Brasil a maioria das mães adolescentes em grandes cidades acabam por receber atendimento pré-natal, um grande número de partos (na faixa de 20%) são considerados como de alto risco, pelo fato do corpo das adolescentes não se encontrar adequadamente preparado para a maternidade.
Mas, de qualquer modo, os bebês se encontram, ao nascer (em sua maioria) dentro da faixa de normalidade de peso e estatura, sendo o nascimento ocorrido a termo, ou seja, após o perÃodo de gestação ter sido completado.
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