Primeira dentição

Dicas para passar pela primeira dentição de seu filho.

Entre seis meses e dois anos de idade, as crianças passam por um processo de transformação que vai do sorriso gengiva para aquele cheio de dentes. Essa mudança costuma ser tranquila, mas é sempre bom estar atenta a alguns cuidados que podem facilitar a vida do bebê
Pode acontecer antes do previsto ou demorar um pouquinho, mas por volta dos seis meses de idade os primeiros dentes começam a nascer. Em algumas crianças a novidade provoca irritações, excesso de saliva, mudança no comportamento e até febre baixa. “O importante é os pais saberem que esse é um processo natural, fisiológico e que varia de criança para criança”, explica Ivan Valle, ortondontista, ortopedista facial e diretor da Oralface Institute. Como nessa fase toda mudança causa certa apreensão, por mais esperada que seja, é importante se informar sobre o assunto para poder curtir o bebê sem encucações.
De lua
Enquanto algumas crianças mudam radicalmente de humor durante ou até antes do nascimento dos primeiros dentes, outras nem dão sinais de que há algo novo acontecendo em suas vidas. É possível acompanhar o desenvolvimento da dentição prestando atenção a alguns sinais, como gengivas inchadas e avermelhadas, excesso de saliva, tosse leve, febre baixa e necessidade intensa de morder objetos que possa levar boca. É importante ficar atento s febres altas e diarréia. Essas doenças podem ser atribuídas ao nascimento dos dentes, mas nem por isso merecem pouca atenção.

DÊ O EXEMPLO
Logo que os primeiros dentes nascem, eles devem ser limpos com uma gase molhada em soro fisiológico ou escovas bem macias que se encaixam nos dedos. Quando novas as crianças não sabem cuspir, por isso não é aconselhável o uso de pasta de dente. Conforme eles vão adquirindo coordenação motora, devem ser incentivados a fazer a escovação sozinhos, sempre sob a supervisão dos pais. “É importante mostrar que essa é uma atividade importante e muito divertida, pois isso incentiva cuidados com a higiene bucal”, ensina Ivan Valle. Mantenha o bom humor enquanto usa a escova e, futuramente, você pode ouvir com pouca frequência a frase “mãe, precisa escovar o dente?”.

ALIADOS
Com uma pequena revolução acontecendo em suas gengivas, é natural que os pequenos queiram morder tudo o que encontram pela frente. Para amenizar o desconforto, especialistas aconselham o uso de mordedores próprios para essa fase. Além de trazer alívio, os objetos pressionam a gengiva, o que pode agilizar o processo mais crítico – aquele em que o tecido se rompe para os dentes saírem. Como a salivação aumenta durante esse período, ofereça sempre água e sucos para a criança, pois assim ela pode repor líquidos. Por último, em casos de dor e muita irritação, existe a alternativa de utilizar anestésicos fracos, em forma de gel, que amenizam o problema por algumas horas.

ESSA É VELHA
Alguns mitos estão ligados ao surgimento dos dentes de leite. Um deles, que vem de longa data, diz que quando a criança range os dentes ela está com verme. A informação é infundada. Desde que esse ato não se torne um hábito exagerado, ele é considerado comum e pode até servir como um estímulo para a formação de uma articulação chamada temporo-mandibular. Outra inverdade é que as crianças só devem usar aparelho depois do nascimento dos dentes permanentes. Ainda com a boca cheia de dentes de leite alguns ortodontistas recomendam a utilização de alguns aparelhos para, por exemplo, prevenir o crescimento do queixo ou alargar o céu da boca.

O OUTRO LADO
Nada de pânico se, até os três anos, seu filho não largar a chupeta. Ela pode, sim, alterar os padrões de crescimento facial e inclinar os dentes para fora, mas há casos em que é utilizada como instrumento para tratamento ortodôntico. “Para saber se a chupeta será vilã ou heroína, é necessário que os pais levem a criança ao ortodontista ainda na primeira dentição, para que possamos avaliar suas características faciais”, diz Valle. Seu uso é indicado queles com formato de rosto com pouco queixo e dentes inclinados para dentro da boca.

Por Juliana Carpanez

Fonte: www.farmais.com.br

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