Chega de dor!

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Dê um “chega pra lá” nos incômodos causados pelas cólicas menstruais, enxaqueca e prisão de ventre, e viva melhor!

Cólicas menstruais, dores de cabeça e os sintomas da prisão de ventre estão na lista das coisas que mais incomodam as mulheres. Veja o que são e o que você pode fazer para evitar tais problemas e tratá-los quando estiverem batendo a porta.

1.Dor de cabeça
Muitas mulheres convivem com a dor de cabeça. Em maior ou menor grau, ela causa incômodos e atrapalha a realização das tarefas cotidianas, além de estragar qualquer tipo de lazer.

A medicina já catalogou cerca de 150 tipos diferentes de dor de cabeça. A mais comum é a tensional episódica. Ela é temporária e pode surgir, entre outras causas, depois de um dia de muito estresse.

Em outros casos, más posturas no trabalho e na hora de dormir, o ranger e apertar os dentes, os maus hábitos alimentares, como fazer refeições muito espaçadas, desidratação e estresse emocional podem causar outro tipo de dor de cabeça: a dor miofascial. Os diagnosticados recebem um tratamento que inclui mudanças de hábitos posturais inadequados em sono e vigília, hábitos alimentares, incorporação de exercícios físicos, uso de medicamentos e fisioterapia.

DOR DE CABEÇA E ORGASMO

A desculpa da dor de cabeça para evitar uma relação sexual é famosa e nem sempre levada a sério. Mas o que dizer de dores que aparecem durante o ato e persistem depois? É a cefaleia orgásmica, uma dor de cabeça mais comum do que se imagina. Segundo dados da Associação Brasileira para Prevenção da Enxaqueca, 70% dos pacientes com cefaleias relacionadas a atividade sexual queixam-se dos sintomas – dor de cabeça intensa, de início súbito, poucos minutos antes do orgasmo. A intensidade da dor atinge o pico no momento do orgasmo e desaparece várias horas depois.

A causa do problema está associada a um mau gerenciamento das informações dolorosas no cérebro. “É como se os neurotransmissores de um cérebro que está em desequilíbrio químico interpretassem essa situação como sendo uma situação de dor”, diz Alexandre Feldman, clínico geral e presidente da Associação. O orgasmo passa a ser um fator desencadeante da cefaleia, assim como a alimentação, a falta de sono e o stress.

Esse tipo de cefaleia geralmente atinge pessoas que já sofrem de enxaqueca. Apesar disso, quem nunca teve uma dor de cabeça pode vir a apresentar algumas crises.

ENXAQUECA

Enxaqueca pode ser definida como uma dor que não passa. Ela afeta quase 15% da população adulta, principalmente mulheres. Diferente de uma simples dor de cabeça, a enxaqueca interfere nas atividades cotidianas. Afinal, quem consegue trabalhar, estudar e se relacionar bem sentindo intensas e latejantes dores na cabeça, náusea, enjôo e tontura?

Sabe-se que o problema tem origem genética, em um distúrbio de uma área do cérebro denominada sistema límbico, responsável pela liberação dos neurotransmissores, cujo mau funcionamento causa a dor.

Além das crises, o paciente pode ter hipersensibilidade a luz (fotofobia), ao barulho e a odores, e até outros sintomas que não são relacionados diretamente ao quadro da doença, como dores abdominais e nas pernas, distúrbios do sono, pesadelos, tonturas, enjoo, labirintite, fadiga crônica, sensação de medo e outros.

Algumas vezes, a dor, que pode durar horas ou dias, é precedida da chamada “aura” – uma espécie de aviso caracterizado por alterações na visão, formigamento no corpo e até dificuldade para falar.

O botão de start da doença pode ser alguns alimentos, como queijos amarelos, chocolate, café, embutidos, frituras e bebidas alcoólicas, estresse, a alterações hormonais, distúrbios do sono, esforço físico, remédios, entre outros.

TRATAMENTO

O tratamento de enxaqueca, dores de cabeça temporárias, cefaleia orgásmica e outros tipos de dor de cabeça, inclui uma mudanças no estilo de vida, além de remédios prescritos pelo médico. Além disso, a lista das principais orientações inclui controlar o stress, dormir bem, fazer uma alimentação saudável e praticar atividades físicas.

Quem sofre de enxaqueca, ainda pode observar e evitar alimentos e medicamentos que provocam as crises de dor, evitar longos períodos sem comer, procurar controlar sentimentos como a raiva e a ansiedade e tomar a medicação contra a crise logo no início da dor ou no aparecimento da aura.

Muitas mulheres recorrem a auto medicação a procura de alívio. Mas tratar-se por conta própria também é a melhor forma de perpetuar a dor. Além de causar dependência, o abuso de analgésicos pode causar cefaleia crônica diária. A medicação em excesso inibe a produção de endorfina, substância produzida pelo sistema nervoso central que atua diretamente na dor e funciona como um analgésico natural.

2.Cólica Menstrual
Imagine passar pelo período menstrual sentindo-se tão bem como em todos os outros dias do mês? Parece impossível! Afinal, cólicas, dores nas costas e nas pernas são comuns durante a menstruação. Para algumas mulheres os incômodos são tão intensos que interfere na vida social e profissional. Estudos revelam que 50% das mulheres são atingidas por cólica menstrual, das quais 10%, no mínimo, permanecem incapacitadas por alguns dias. Entre os sintomas provocados estão enjôos, diarréia, vômitos, cansaço, dor de cabeça, nervosismo, vertigem e até mesmo desmaios.

Para driblar esses inconvenientes, a prática de esportes é uma boa opção. A atividade física ajuda a liberar a endorfina, substância responsável pela sensação de bem estar físico e mental. A realização de exercícios físicos durante a menstruação ou próximo a ela não tem contra-indicações. Pelo contrário. Ajuda a suportar melhor os efeitos hormonais produzidos sobre o organismo.

Corrida e natação liberam mais endorfina que outros exercícios físicos. Mas a afinidade com a atividade escolhida é muito importante, já que sem prazer, o que poderia trazer um benefício acaba por tornar-se um motivo para mau humor.

Não se assuste caso você note um leve aumento no fluxo menstrual durante os exercícios. Isso acontece porque há um aumento na circulação sanguínea e porque a pressão sobre a musculatura do abdômen libera a menstruação com mais intensidade, principalmente nos dias de maior fluxo
Beber uma xícara de chá quente de camomila ou de menta, colocar uma bolsa de água quente ou bolsa térmica sobre o abdome ou sobre as costas, tomar um banho quente, massageie delicadamente abdome, repousar bastante e evite situações estressantes também contribuem para o alívio das cólicas.

3.Prisão de ventre
Esse problema atinge grande parte da população, principalmente as mulheres e está relacionado a fatores comuns do dia-a-dia como mudanças súbitas dos hábitos alimentares, dietas exageradas, alimentação pobre em fibras, consumo reduzido de água e vida sedentária e distúrbios hormonais.

A constipação intestinal é acompanhada de cólicas e pode provocar gases, dores, aumento do volume do abdômen, vômitos, mau hálito, problemas de pele como acne, manchas e oleosidade excessiva, hemorróidas e até mesmo câncer de cólon. Por isso, regular o funcionamento do intestino é uma das primeiras preocupações de quem sofre com a doença.
O primeiro passo é a reeducação alimentar. Isso significa adotar uma dieta rica em fibras, alimentar-se em horários regulares e ingerir muito líquido.

Entre os alimentos recomendados estão: cereais integrais, pão integral, biscoito integral; leguminosas frescas e secas como feijão, grão de bico, fava e lentilha; frutas como laranja com bagaço, mamão, pêra, uva, figo, ameixa fresca, mexerica, abacaxi; sucos de fruta sem coar; sementes oleaginosas, como nozes, avelãs, amêndoas, castanhas, amendoim e pistache; verduras, de preferência cruas, como alface, acelga, agrião, aipo, escarola, espinafre, nabo, repolho, rabanete, cenoura; frutas secas, como uva passa, figo, ameixa e damasco.

Outra dica é ingerir, diariamente, duas colheres de sopa de farelo de trigo, farelo de aveia ou semente de linhaça, misturadas ao suco, as frutas, ao iogurte e até mesmo as sopas. E os iogurtes e leites fermentados com lactobacilos também são ótimos para auxiliar no equilíbrio da flora bacteriana.

Se o problema persistir, pode-se lançar mão de medicamentos que estimulem o funcionamento do intestino, mas somente sob orientação médica. O uso contínuo de laxantes não é recomendado, pois torna o intestino preguiçoso e pode piorar a constipação.

A prática de atividades físicas contribui para acabar com a prisão de ventre.
Além disso, é importante sempre ter um horário para ir ao banheiro. O ideal é pela manhã, quando as fezes estão mais úmidas.

 
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